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Combustível Low Cost vs Premium: saiba quais as diferenças

Enquanto condutores preocupamo-nos com a saúde e desempenho do nosso carro e, sobretudo, com a saúde da nossa carteira. Poupar aqui e ali faz parte do dia-a-dia da maioria dos portugueses e no que toca ao combustível não é exceção. É quase automático reparar no preço do combustível sempre que passamos por uma gasolineira e fazer a comparação com o preço de outra que tínhamos passado anteriormente.

Dos tipos de combustível existentes, temos a gama alta e a gama mais económica, mais apetecível. Mas será que estamos a fazer a escolha certa? Será que o combustível a preço low-cost significa fraca qualidade? Será que o seu uso frequente vai causar problemas no carro a longo prazo?

Ao que parece, nem todos partilham do mesmo entendimento, porém, com o presente artigo pretendemos esclarecer o leitor o melhor possível.

O combustível é comprado pelas marcas no seu estado virgem às refinarias: em Portugal existem duas, em Leça da Palmeira e em Sines. Depois, é-lhes juntado mais ou menos aditivos, isto é, na sua composição é onde reside toda a diferença e a razão do preço a pagar. Mas que aditivos estamos a falar e para que servem?

Bom, os aditivos servem para limpar os injetores de combustível, as válvulas e todos os espaços onde o combustível circula e ainda auxilia no processo de combustível, sobretudo, nos veículos a gasóleo, havendo um melhor aproveitamento da energia. Mais, fazem diminuir a formação de espuma, ajudando a melhorar o enchimento e a reduzir os salpicos. A médio e longo prazo, a limpeza e a ausência de desperdícios podem beneficiar o desempenho e fiabilidade do motor e diminuir o consumo de combustível. Além disso, as propriedades dos aditivos ajudam a reduzir as emissões poluentes, a aumentar os intervalos de manutenção.

Contudo, a lei impõe limites para à junção dos aditivos, porquanto a quantidade em excesso poderá ser prejudicar o normal desempenho do automóvel.

Os combustíveis da gama mais elevada têm o equilíbrio perfeito destes aditivos, tornando assim um combustível de excelência. Todavia, a maioria dos portugueses não opta pelo combustível premium. A razão parece óbvia.

No que respeito aos combustíveis low cost, a sua composição é mais simples já que estão desprovidos de aditivos. O que não significa necessariamente que os combustíveis low cost não cumpram as normas de qualidade. A pergunta que está fazer neste momento certamente será: Mas será que prejudicam o desempenho do nosso carro? Pois bem, o entendimento não é unânime. As marcas têm preferência pelo uso de combustível não low cost mas também não é afirmam que o combustível a preço mais baixo seja prejudicial. Os defensores da posição contrária argumentam que motores mais modernos com um controlo eletrónico mais sensível são prejudicados.

Há também aqueles que defendem que não existem combustíveis low cost mas sim postos que prestam serviços low cost, como por exemplo o facto de não existir loja ou funcionários daí que consigam vender o serviço mais barato, além da localização menos acessível.

Na dúvida, o nosso conselho é pedir opinião a profissionais do ramo automóvel ou à própria marca e depois seguir o seu bom senso e prestar atenção ao funcionamento do seu veículo, ver como reage a combustíveis mais baratos, perceber se efetivamente nota diferença, se consegue fazer mais quilómetros com um tipo de combustível ou outro.

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