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Levar o amigo de quatro patas a viajar de carro, saiba como e em segurança

Ao fim-de-semana, na sua folga ou durante as férias, há quem não dispense a companhia do seu amigo de quatro patas. Os animais podem tornar-se excelentes companheiros de viagem, contudo, tal como acontece com o transporte de crianças, não devem ser desconsiderados alguns cuidados essenciais quer para a sua segurança quer para a dos passageiros que com eles viajam.
Neste artigo vamos revelar dicas básicas de segurança, quais as consequências do seu desrespeito quer para si, quer para o seu amigo.

Um cão solto no banco traseiro é o equivalente a um passageiro sem cinto de segurança. Em caso de colisão frontal, o peso do animal multiplica-se por 30, sendo este o peso com que vai colidir contra o banco da frente. Além disso também se evitam distrações durante a condução. De acordo com a Direção Geral de Trânsito, cerca de 30% dos acidentes ocorrem por uma distração. Podemos apontar três sistemas de segurança e retenção: a rede, a grelha, a grade, o arnês e a caixa de transporte.

As três primeiras são colocadas na parte traseira do carro. No caso da rede, se for elástica, impede que o animal se mova mas é menos segura em caso de impacto. A grelha e a grade são feitas à medida, separam o animal da zona dos passageiros e no caso da grade é a melhor opção para um cão de grande porte. O arnês funciona como uma trela com dois encaixes, um ao arnês do animal e o outro encaixa no cinto de segurança, mostrando ser uma excelente opção para animais que não ultrapassam os 10 quilos de peso. Se o animal for pequeno – por exemplo, o gato – as caixas transportadoras são uma boa opção. Não esquecer que as mesmas devem ser acondicionadas seguramente, com sistemas de retenção que evitem mover-se em caso de travagem ou colisão.

Qual é o cão que não adora andar debruçado na janela do carro com a cabeça ao vento? Pois bem, eles conseguem farejar centenas de novos odores a cada metro que passam. Por outro lado, já reparou que, enquanto viaja, o seu para-brisas fica manchado com dezenas de pequenos insetos sem capacete ou por minúsculos grãos de areia/poeira. Ora, quando o cão está com a cabeça fora da janela, os seus olhos correm sérios riscos de ser afetados e podem sofrer danos e complicações sérias. Além disso, há maior risco de otite – infeção nas orelhas – causada pelo vento ao qual está sujeito durante a marcha.

Também não nos podemos esquecer que os nossos amigos são seres indefesos, dependem de nós para as situações de perigo e para tarefas básicas. Eles também sofrem com o excesso de calor ou de frio. No caso do interior do carro, são frequentes os casos de overheating que é a designação para o sobreaquecimento. Estudos apontam para um aumento de 80% de temperatura nos primeiros 30 minutos em que um veículo está parado ao sol e com os vidros fechados. São vários os sintomas de overheating, entre eles, a respiração rápida, hipersalivação, tremores musculares, vómitos, falta de coordenação motora, desmaios e convulsões. Não deixe o seu cão no interior do carro! Se precisar de o fazer, deixe sempre a janela aberta para ventilar. Lembre-se que um descuido desses pode custar-lhe a vida.

Por cá o nosso Código da Estrada não deixa passar em branco a segurança dos patudos. No número 2 do artigo 56.º do diploma legal pode ler-se “É proibido o trânsito de veículos ou animais carregados por tal forma que possam constituir perigo ou embaraço para os outros utentes da via ou danificar os pavimentos, instalações, obras de arte e imóveis marginais.” O número 3 do mesmo artigo acrescenta que deve ficar “devidamente assegurado o equilíbrio do veículo, parado ou em marcha” e que a carga, no caso o animal “não possa vir a cair sobre a via ou a oscilar por forma que torne perigoso ou incómodo o seu transporte ou provoque a projeção de detritos na via pública”

O desrespeito das regras acima descritas podem levar a uma coima até 300 euros na hipótese prevista no número 2 e até 600 euros, em caso de infração do número 3.
Apontamos como dicas básicas na hora de viajar acompanhado do seu animal as seguintes: antes da viagem leve o seu animal a passear para que ele possa fazer as suas necessidades. Se a viagem for longa, não se esqueça de ir fazendo as devidas paragens.

Alguns animais sofrem de enjoos ou ficam stressados quando viajam de carro. Os veterinários recomendam que viajem em jejum ou algum tempo após a refeição, nunca imediatamente a seguir. Se for necessário, podem recomendar um medicamente que ajuda na má disposição e a tranquiliza-los.

Numa época em que já são reconhecidos os direitos dos animais – o que implica necessariamente a existência de deveres por parte dos donos e dos cidadãos em geral – a oferta de acessórios e equipamentos apropriados torna-se cada vez maior, pelo que já não existe desculpa para não transportar o seu amigo em segurança e conforto.
No final todos saem a ganhar: viaja em segurança e evita coimas que podem trazer um verdadeiro dissabor naquelas que poderiam ter sido as férias perfeitas ou o fim-de-semana merecido.

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